sábado, 27 de setembro de 2008

Mugunzá Eletrônico entrevista Fabricio Ramos


Ele é músico , poeta, místico. Fala dos mistérios da natureza, da beleza das coisas da vida. Fala do sertão, de forças cósmicas e cenas proféticas. O Mugunzá Eletrônico entrevista com exclusividade o artista triunfense Fabricio Ramos.

ME- Musicalmente, como você se define hoje?

FR- Sempre me defini como rock nordeste, apesar de não gostar de algumas definições que me dão ou rótulos como é comum hoje em dia.


ME- Quais suas maiores influências?

FR- Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Bob Dylan, Jackson Do Pandeiro, Zé Ramalho, Eric Clapton, Jimi Hendrix.


ME- O que você anda ouvindo?

FR- Cara, tenho ouvido muito Manu Chao, Zeca Baleiro, Cordel do Fogo Encantado, Ben Harper ( que tem uma mistura de ritmos maravilhosa) e sempre ouvindo coisas mais antigas como Ave Sangria, Bob Marley..o ultimo cd da Elba Ramalho também ta muito bom...


ME- Me fale sobre seus trabalhos musicais...
Em algumas músicas você faz referência a Triunfo. Qual é a importância de sua experiência e vivência como triunfense no seu trabalho?

FR- Eu saí de Triunfo muito cedo, com 8 anos de idade quando rumei pra Recife mas sempre tava voltando lá. Durante as férias do colégio(na época em que estudava) e depois sempre mantive um contato muito próximo com Triunfo. Quando você passa a viajar muito você vai notando que Triunfo é de uma riqueza cultural impar não só no Brasil mas a nível mundial. Seja com seus Caretas e relhos ou com seus artistas, em todas as áreas, não apenas na música. Então quando você sai de uma cidade altamente cultural, algo você vai carregar sempre na bagagem, sendo artista ou não. E nas letras sempre carrego algo de Triunfo como na música “Não Esqueço Meu Lugar “ que foi feita para os Triunfenses que por algum motivo tem que sair de lá mas nunca vão esquecer aquele lugar lindo. Isso acabou servindo para pessoas de outras cidades, então quando canto a música feita para a minha cidade, logo as outras pessoas de outras cidades também se identificam tornando assim sempre viva na memória a sua cidade natal, no meu caso Triunfo. Também falo sobre Triunfo na música “Longe” (que é uma música onde falo de religião, política, drogas, tudo numa tacada só) onde digo: “ Longe da minha cidade, cidade mais alta do interior” e quem não sabe que sou de Triunfo, logo procura saber que cidade é essa, e assim vai conhecendo as maravilhas da minha terra.

Então essa riqueza cultural que me foi presenteada lá..isso eu carrego pra vida toda e sempre vai estar presente nos meus trabalhos. Tenho também uma música chamada “Cidade Alta” uma homenagem a Triunfo onde falo da Igreja Matriz , do Stella Maris e outras belezas de lá mas essa ainda não foi gravada.


ME- Na sua opinião Triunfo é...

FR- Ímpar, Triunfo é como diz o Jorge Ben:” abençoada por Deus e bonita por natureza” . E tem uma força, uma energia muito forte e positiva.


ME- O que você acha dos músicos triunfenses?

FR- Triunfo sempre teve bons músicos, cantores, compositores, instrumentistas de todos os estilos. O problema é a dificuldade ainda existente em sair pra mostrar esse trabalho mas a internet creio, que em breve, irá ajudar bastante. Nelson Triunfo saiu e fêz história com o Hip Hop no Brasil, quem conhece de música de qualidade aqui em São Paulo, conhece ou já ouviu falar em Nelsão e isso pra nós é motivo de muito orgulho.


ME- É possível se falar em cena musical lá?

FR- Sim , claro. Como falei na pergunta anterior Triunfo tem músicos maravilhosos desde Zé Homero até os caras do Radiola Serra Alta..sabe...misturando tudo que a cidade pode oferecer como o maracatu roqueado do Ambrozino Martins até o brega (romântico) de Genecy, passando pelo maestro Lucivaldo Ferreira. Isto é uma cena musical que todo mundo tinha que ver na ativa com eventos todo mês na cidade.


ME- Me disseram que você se interessa por assuntos sobrenaturais e histórias fantásticas, isso é verdade?

FR- Sim ! desde que vi uma luz estranha no céu de Recife eu passei a me interessar por fenômenos desse tipo e isso me levou também a me interessar por coisas como vida após a morte, extra terrestres, sociedades secretas, vidas passadas e muita coisa desse tipo. Sempre leio algo sobre esses assuntos mas leio sobre muitas outras coisas também.

ME- Falando em leitura, o que gosta de ler?

FR- Leio desde assuntos sobre o cangaço até Paulo Coelho, as vezes até por um título de um livro na estante eu me interesso e vou ler .É legal pq sinto um interesse, saca?, vontade .. A Bíblia também leio...cara a Bíblia é um dicionário, que pouca gente faz idéia.Vez por outra estou lendo.


ME- Você tem saudades de Triunfo?

FR- Sim ! sinto muita saudade de família que ainda tenho lá, dos amigos, dos amores da infância até das carreiras que levava dos cachorros lá das madres do Stella Maris (risos) e da cidade mesmo, a atmosfera triunfense é deliciosa.


ME- O que te levou a ir morar em São Paulo?

FR- São Paulo, queira ou não, é onde rola tudo principalmente no meio musical. Desde que gravei meu primeiro CD em Recife no ano de 2004 que eu já tinha um projeto de mudar pra São Paulo. Então fui tocando meu barco até a oportunidade surgir.

ME- Quais seus projetos para o futuro?

FR- Tenho muitos projetos. Estou com um cd gravado ao vivo em Salvador que ainda não saiu e também já estou com uma série de músicas inéditas pra começar a gravar um novo cd (segundo cd em estúdio)creio que ainda esse ano ou início de 2009 se Deus quiser.

E estou negociando também o meu primeiro cd com uma gravadora de Portugal pois já existem sites lá fora com minha música rolando em países como França, Portugal e Alemanha.

Eu sempre fiz questão de mandar minhas músicas pra fora de qualquer maneira, acho que tudo que é bom tem que ser mostrado aqui e fora também. A música pernambucana é riquíssima e é isso que temos que fazer, divulgá-la.

ME- Fabrício, nós da ME te agradecemos pela entrevista e desejamos muito sucesso. Gostaríamos também que você diga em que sites os leitores podem encontrar as suas músicas.

FR- Eu que agradeço e estou sempre pronto pra “trocar essa idéia com vocês. Estão de parabéns pelo trabalho realizado no blog (M.E) e espero que esse espaço tenha vida longa. Para encontrar as minhas músicas eu estou no MYSPACE e no PALCO MP3 , os endereços são: MYSPACE: http://www.myspace.com/fabricio80 e o do PALCO MP3: http://www.palcpmp3.com.br/fabricioramos.

Mais uma vez obrigado, Um forte abraço e muita Paz.


domingo, 21 de setembro de 2008

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Herói ou popstar?



A discussão é comprida. E retornou com todo gás depois da exibição do curta Tiro no pé, no Festival de Cinema de Triunfo. Como a função do Mugunzá Eletrônico não é só atiçar a fogueira, mas também jogar espirro de bode sem pavio nela, resolvemos nos lançar a discussão de um modo sério e sucinto, como todos andam fazendo, principalmente nos tópicos de discussões de sites de relacionamento... Lampião foi herói ou patrono do crime organizado no Brasil? Lampião realmente foi à Triunfo? Glauber Rocha esteve em Triunfo? Os Cangaceiros Trapalhões (Didi Mocó naquele tempo era bom) eram do bando de Lampião? O Cangaço acabou? Qual o sentido da vida?
Acho isso tudo uma grande conspiração...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

MTV volta às parabólicas



Quem tem entre 25 e 30 anos e morou no interior de Pernambuco, se lembra bem que era possível sintonizar a mtv na parabólica. No início dos anos 90, o perfil da emissora era um pouco diferente dos dias atuais: uma grade ainda com forte influência da matriz americana, uma adesão quase que unânime ao besterol e ao consumismo descarado. Uma linguagem essencialmente voltada ao público do eixo Rio/São Paulo. Pelo seu desinteresse em relação a questões políticas e sociais logo foi acusada de ser um canal alienante da massa jovem. Convenhamos: a mtv nunca foi nem quis ser uma Tv Cultura... Mas nem tudo era gliter. Surgia o grunge, com seu despojamento impagável, tirando o rock do marasmo. Sepultura se projetava internaciolmente. Por mais capenga que fosse, a mtv era um canal de acesso a informações ora negligenciada por outras emissoras. Bandas independentes alcançavam pela primeira vez uma projeção no país. Foi na mesma época que a emissora conseguiu enxergar um jovem olindense com idéias arrojadas e promissoras. Deu espaço em sua grade de programação, com matérias e clips: seu nome era Francisco de Assis França. Sim, Chico Science e sua Nação Zumbi. O manguebeat finca sua bandeira no Brasil e no mundo.
Um belo dia, a mtv assina um contrato com uma tv por assinatura e desaparece, deixando milhares de espectadores órfãos. O sonho do top 10 tinha acabado... Vale lembrar que nessa época pouco se falava em computador, que dirá em internet. O cd era um artigo de luxo e as informações musicais chegavam através de limitados discos de vinil ou as mais populares fitas cassete, que as pessoas traziam do Recife ou São Paulo. A juventude era sedenta por novidades.
O tempo passou e depois de quase de 15 anos, como se nada tivesse acontecido, lá está ela de volta: no canal 40 (horizontal). Agora com Lobão e seus polêmicos debates, vinhetas falando de consciência política, direito da minorias, desenho animado violento, futebol, calypso & paralamas do sucesso... Os fãs antigos da emissora têm que se conformar: Axl Rose está gordo e humilde, Kurt Cobain morreu, não passa mais Marisa Monte. As vinhetas continuam surreais...
Mas seu direito de escolha no seletor aumentou. E democracia é direito de escolha. Bem, aceitamos como você é, seja bem-vinda mtv!!!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Mugunzá sofrerá alterações


Depois de um tempo parado, o Mugunzá Eletrônico retorna com todo seu gás. A pressão é grande (Beto's, essa é pra você!), e o trabalho na cozinha tem que continuar. Teremos mais posts, textos e poesias, graças a parcerias firmadas. A gréia vai continuar!!! E agora direto da fonte, o que vai facilitar muito nosso trabalho. É natural que o caldo engrosse depois de apurar, com o passar do tempo. Coisas de mugunzá... Aguarde!!!!!!!!