Bordões, dizeres e ditados sempre estiveram na boca do povo. É a lingua portuguesa viva e em constante metamorfose. Inquieta e sempre tendendo ao humor. Sempre há uma frase que toma conta da cidade. Pode até ser de uma novela das oito, mas sempre haverá algum triunfense mais irreverente. A mais recente é do declarado candidato a vereador Zé Gatinho. Uma resposta a qualquer gréia ou galhofa referente a sua pessoa : isso é inveja!!!!!!! Perfeito. Sem mais comentários...
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Tudo pelo Cajanus cajan!!!!!!!!!!!!!!!

Ele não pode faltar na feira. Na mente e na casa do sertanejo ele tem seu lugar garantido. É uma sensação indescritível. O seu cheiro é maravilhoso. Uma experiência ímpar. Calma, não tire conclusões precipitadas: estamos falando do nosso feijão andu, guandu ou simplesmente andu. Seu nome cientifico é Cajanus cajan. Muitos afirmam ser originário do Brasil, podendo ser encontrado em quase todo Nordeste. Segundo os Fitoterapeutas, o andu tem propriedades medicinais, pois é antinflamatório, emoliente,diurético e depurativo. Sua flores, raízes e flores podem ser usados no tratamento das tosses e bronquites.(consulte sempre o médico). Além de seu uso medicinal é um prato saboroso quando é feito com charque, carne de sol, de bode e outros preparos.Geralmente é servido com arroz e cuscuz. Uma iguaria que merece o estatus de celebridade triunfense. O aperitivo nesse caso vem acompanhando. No livro Triste fim de Policarpo Quaresma, o herói nacionalista faz referência a esse cereal, e aconselha os bons brasileiros a consumirem este ao feijão, por ser nativo das terras tupiniquins. De qualquer forma, faremos apologia aberta e declarada: Tudo pelo Cajanus cajan!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
sábado, 8 de setembro de 2007
As fantásticas aparições no Poço Dantas e Pingas

Gilberto Freire já sabia: é impossível retratar nosso povo sem descrever o sobrenatural que povoa seu imaginário, que são repassados oralmente a cada geração. A luz elétrica veio, mas os relatos ainda resistem à modernidade. Em Triunfo não é diferente. Casas mal assombradas, o lobisomem da encruzilhada, fantasmas no Convento, histórias de botija, a serpente encantada do Lago João Barbosa e o contemporâneo “jornal malassombrado”, que corre atrás das pessoas desavisadas nas madrugadas frias da cidade. O Mugunzá Eletrônico foi em busca de um dos mais recentes testemunhos de aparições fantásticas na cidade: A mãe d’água do Poço Dantas. A testemunha não quis se identificar, pois teme ser acusada de usar substâncias psicoativas, de ser insana ou simplesmente ser um mentiroso de cara lisa. Afirma emocionada ter avistado no final da tarde uma criatura no poço, que se materializou da água, emergindo lentamente e a observou durante alguns segundos. A entidade não falou, nem demonstrou atitude agressiva. A testemunha não sentiu medo na hora, pois entrou em estado de choque (ou transe), só conseguindo correr depois. Mas os relatos não se limitam somente a esse causo. Na década de 40 era comum relatos dos riberinhos acerca da mãe d’água que habitava as margens do Rio Pageú, com seus longos cabelos. Algumas aparições também são relatadas na cachoeira dos Pingas, onde uma “velha desconhecida” é avistada no no cair da noite e que desaparecia misteriosamente. Os turistas e freqüentadores desses pontos turísticos podem ficar tranqüilos: não há nenhuma queixa registrada na delegacia local de agressões provocadas por entidades sobrenaturais na cidade...
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Maria: mais uma figura ilustre triunfense
Viver em Triunfo é...
Apelidar algum suposto doido e depois correr
Ser algum doido...
Fazer fiado
Usar ou ter usado algum dia roupa da Alemanha
Ficar esperando a próxima festa chegar
Ir a São Paulo e voltar com sotaque diferente
Roubar fruta em sítio alheio
Ter medo de assombração
Ir à novena
Falar da vida alheia
Ter comprado algo em Espedito do Beco
Fazer promessa
Ir à feira em dia de sábado
Andar em carro de linha
Ser conhecido somente pelo apelido
Ter saído ao menos uma vez de careta e/ou veinha
Tomar banho no pingas
Comentar sobre a menina que ficou grávida
Comprar uma moto vermelha
Ser algum doido...
Fazer fiado
Usar ou ter usado algum dia roupa da Alemanha
Ficar esperando a próxima festa chegar
Ir a São Paulo e voltar com sotaque diferente
Roubar fruta em sítio alheio
Ter medo de assombração
Ir à novena
Falar da vida alheia
Ter comprado algo em Espedito do Beco
Fazer promessa
Ir à feira em dia de sábado
Andar em carro de linha
Ser conhecido somente pelo apelido
Ter saído ao menos uma vez de careta e/ou veinha
Tomar banho no pingas
Comentar sobre a menina que ficou grávida
Comprar uma moto vermelha
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Genecy: o santo de casa.
Conheci o cara no final dos anos 80 nos bingos organizados pelas professorandas do Stella Maris. Era magro, alto, tímido e desengonçado, mas quando pegava um violão e soltava a voz não se encabulava em fazer macaquices. Embalava hits da música romântica e xotes populares. Nas festas, Genecy adorava acompanhar boêmios de fim de noite com suas interpretações de Vicente Celestino, Núbia Lafayete, Agnaldo Timóteo e outros nomes da MPB que se tornaram conhecidos por terem suas canções tocadas nos bregas e cabarés. Teve uma crise depressiva com a morte de seu pai nos anos 90 e quase parou de tocar, chegando a cortar as unhas, tirar as cordas do violão e abandona-lo em cima do guarda-roupa. Voltou a tocar e cantar com a ajuda e vista de amigos e farristas. Hoje, Genecy representa uma das veias mais ricas e criativas da música triunfense. Marca uma geração e se mostra presente com muita resistência e luta nos eventos de nossa cidade. Esse é o cara...
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Sem purismos: quem nuca teve dor de cotovelo? Pra curar nada melhor que uma boa música romântica, principalmente se atingir a alma, sem pornofonia ou mulher rebolando seminua em DVD's de forrós chanchadas. Genecy além de reunir boas referências musicais com estilo peculiar, é prova mais concreta que santo de casa faz milagre.
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Sem purismos: quem nuca teve dor de cotovelo? Pra curar nada melhor que uma boa música romântica, principalmente se atingir a alma, sem pornofonia ou mulher rebolando seminua em DVD's de forrós chanchadas. Genecy além de reunir boas referências musicais com estilo peculiar, é prova mais concreta que santo de casa faz milagre.
Por Cristóvão Montalvão
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Festa do folclore em Triunfo ganha nova roupagem
Forró, mangue beat, música eletrônica, rap e rock. A festa do folclore surpreendeu pelo inusitado e pela vanguarda. Um verdadeiro caldeirão de diversidade musical, tudo bem equilibrado. O público era o mais variado: tinha head banger, mangue boy (as mães dos mangue boys!!!!), emo e o pessoal do sítio, é claro. Inovação sem perder a essência do evento, que preservou as tradicionais barracas temáticas e as pitorescas gincanas, onde crianças e adultos se divertiam no melhor do estilo triunfense. O homenageado, seu Ambrosino Martins era constantemente citado. Um dos fundadores do Folclore, seu Ambrosino sempre esteve envolvido nos eventos da cidade, seja nas novenas, no simpático Alaursa do carnaval, na praça. O grupo anfitrião, Ambrosino Martins abriu a grade musical com a excelente performance de Paulo Henrique nos vocais, que mostra o melhor que Triunfo pode oferecer: alto e bom som. As letras falavam de coisas e causos triunfenses. Mostraram um trabalho amadurecido e com identidade. Visão do Caos e Cogumelo Mosh, da cidade de Paulista marcaram presença no palco, com letras politizadas e um declarado engajamento em seus trabalhos. Radiola Serra Alta deu seguimento com suas batidas eletrônicas, no seu estilo "munganga beat." Templários Acústicos mostrou o trabalho de Lucivaldo Ferreira, um minucioso estudo da música popular brasileira em composições e texturas musicais sofisticadas: um som para escutar e se balançar. O grupo de forró Só Triscando mostrou irreverência em suas versões de Bob Marley e Raul Seixas. Todo mundo dançou. Lelo Lerim, integrante do Ambrosino Martins fala com entusiasmo do folclore. Lelo fala da necessidade de se incorporar esse novo formato do evento ao calendário oficial da cidade, pois estimula a preservação da memória coletiva e agrega valores e contribuições para a sociedade, como as várias oficinas ministradas nessa época e o estimulo aos jovens, que podem ver na arte uma alternativa para a formação e entretenimento, já que sempre foi uma reclamação unânime por parte deles que a única diversão da cidade é a cachaça, o que é um grande equívoco.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Nelson Triunfo: você conhece o cara?

Quando Nelson Triunfo, ou simplesmente Nelsão voltou de São Paulo, sua cidade natal não entendeu absolutamente nada. Calças folgadas, um tênis que mais parecia bota de astronauta, uma dança esquisita e um black power de fazer inveja a qualquer negão de Olinda.
Falava de ritmo e poesia, filosofia das ruas, arte como instrumento de cidadania, grafite e outras coisas que as pessoas pensavam ser de outro mundo. Conversa de gente doida. Seria mais um cabelo de arapuca? Para os desavisados, Nelson Triunfo é um dos precursores da cultura hip hop no Brasil, que teve seu embrião na Jamaica, encontrou solo fértil nos guetos norte-americanos (filho da mama África) e se expandiu por todo mundo.
Na década de 80 Nelsão já falava das conexões entre o rap e o repente, já vislumbrando a necessidade de não abandonar as raízes ao absorver outros conhecimentos e culturas. O mangue beat de Chico Science veio e confirmou sua hipótese. O triunfense do cabelo de moita acertou em cheio.
Atualmente Nelsão Triunfo atua na luta da implantação de políticas públícas para a inclusão social em São Paulo. Enquanto a Triunfo? Ficou mais alegre, mais consciente da diversidade musical e menos carrancuda...
Fotografia extraída do site: http://www.fotogarrafa.com.br
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